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Vida no condomínio

Animais em condomínio: conheça algumas regras de boa convivência

03/10/2019

Animais em condomínio: conheça algumas regras de boa convivência

A presença de animais em condomínio, principalmente cachorros e gatos, é cada vez maior. Goste ou não, eles merecem respeito. Mas para haver uma boa convivência, além dos pets serem educados e bem cuidados, os seus donos precisam seguir as regras descritas na convenção do condomínio. Esse documento, geralmente, traz orientações sobre a posse responsável dos bichos de estimação.

Neste artigo, mostramos como evitar situações estressantes e manter o convívio com a vizinhança em harmonia. Para ficar longe de problemas, siga as boas práticas!

O que dizem as convenções sobre ter animais em condomínios?

As convenções de condomínio obedecem a Constituição Federal, na qual o direito à propriedade é garantido. Por isso, administradoras e síndicos têm que permitir a presença de animais nos apartamentos e nas áreas comuns.

Mas há algumas normas, como estarem sempre na companhia dos seus responsáveis — não necessariamente no colo. Portar coleira e evitar algumas áreas de uso coletivo são outras exigências frequentes.

Visitantes também podem entrar acompanhados dos seus pets. Porém, eles devem ser informados sobre as regras vigentes para os animais do condomínio e respeitá-las.

Como ter animais e manter a boa convivência com os vizinhos?

Basta haver bom senso — tanto por parte dos tutores quanto dos vizinhos. Confira as principais reclamações e veja como driblá-las!

Barulho excessivo

Latidos e miados que perduram muito tempo, principalmente quando os responsáveis não estão em casa, incomodam mesmo. A saída é providenciar tudo o que for possível para evitar o barulho.

Primeiramente, água e comida devem ser abundantes. Outro fator essencial é permitir o acesso a um local que ele goste de ficar, como na sala de estar (onde há o cheiro dos donos), para que fique mais feliz.

Caso o problema persista, peça a orientação do seu veterinário ou de um adestrador. Avalie, ainda, a possibilidade de deixá-lo, durante o dia, em uma escolinha ou com um parente.

Sujeira e mau cheiro

Dejetos e odor forte são motivos justos de reclamações. Por isso, é preciso recolher as fezes durante os passeios pelo condomínio. E caso ocorra algum “acidente”, como um xixi no hall, limpe imediatamente.

Além disso, o proprietário precisa higienizar a área onde o animal fica e faz as suas necessidades, no mínimo, de manhã e à noite. A rotina de limpeza, com produtos desinfetantes, é importante tanto para a saúde dele quanto para o restante da família.

Presença nas áreas comuns

Certos espaços, como no playground, onde as crianças fazem uma algazarra que pode levar os animais a terem comportamentos atípicos, nas quadras, onde há bolas “tentadoras”, e próximos às piscinas, com bordas escorregadias, não são indicados.

Nos demais espaços, tudo bem. Porém, é preciso zelar pela segurança das pessoas, mantendo o animal na coleira. Segundo a Lei Nº 11.531, de 2003, no Estado de São Paulo os cães mastim napolitano, pit bull, rottweiler, american stafforshire terrier e raças derivadas devem transitar de focinheira.

Em relação ao compartilhamento do elevador, ninguém é obrigado a utilizar escadas. No entanto, sempre que possível prefira o elevador de serviço (segurando o pet com guia curta e, se necessário, focinheira).

Quais situações podem levar à aplicação de multas?

Na maioria das vezes, uma boa conversa é suficiente para resolver os atritos. Mas um morador que descumpre as práticas descritas na convenção do condomínio fica sujeito à advertência formal e, se reincidir no erro, à aplicação de multa (cujo valor é decidido em assembleia).

Já maus-tratos, como manter o animal preso o dia todo na varanda, são casos de polícia. A Lei de Crimes Ambientais prevê detenção de três meses a um ano. 

Seguindo as regras e respeitando o próximo, a convivência de animais em condomínio tem tudo para ser tranquila. Para isso, além de bom senso, cada tutor deve conhecer os seus direitos e deveres. Ao mesmo tempo, precisa escutar as reclamações com paciência, avaliar se procedem e tomar as medidas necessárias para resolver o problema.

Se você gostou deste artigo, continue a leitura e veja mais dicas para ter uma boa convivência em condomínio.