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FINANÇAS

Educação financeira: comece a ensinar os seus filhos desde cedo

07/10/2019

Educação financeira: comece a ensinar os seus filhos desde cedo

O número de brasileiros endividados (62,6 milhões de pessoas) é recorde, segundo levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e da Câmara Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL). O motivo é conhecido: gastar mais do que ganha. O pior é que esse ciclo de descontrole financeiro tem se perpetuado entre as gerações, tanto que 40% dos jovens (com idades entre 18 e 24 anos) estão ou já estiveram com o nome sujo. Para reverter esse quadro, crianças e adolescentes precisam de educação financeira.

Neste artigo, entenda por que é importante aprender a lidar com o dinheiro ainda na infância. Confira, também, como incentivar os mais novos a economizar e fazer um planejamento financeiro.

Por que ensinar educação financeira para crianças?

O sucesso do experimento na Perry Preschool, nos Estados Unidos, comprova que administrar, desde cedo, as finanças pessoais previne o endividamento na vida adulta. Mas mais do que isso, melhora a autoconfiança, a resiliência, o respeito ao próximo e a capacidade de perseguir objetivos.

Entre os principais benefícios da educação financeira na infância, destacam-se:

  • entender a importância do planejamento, pois a criança percebe que uma parte do dinheiro é para as necessidades do dia a dia e outra parte precisa ser guardada;
  • conscientizar sobre o valor do dinheiro, mostrando que o que pode ser comprado nem sempre compensa o esforço feito para ganhar determinada quantia;
  • ensinar que é preciso saber para onde o dinheiro vai, reforçando a importância de anotar os gastos;
  • estimular o empreendedorismo, direcionando a criatividade para levantar mais recursos e, com isso, conquistar os seus desejos.

Como incentivar a cultura financeira nos mais jovens?

Incentivar a cultura financeira desde cedo é fundamental para conseguir gerenciar os seus recursos em outras etapas da vida. Por isso, veja algumas dicas para promover a conscientização em relação às finanças pessoais em crianças e adolescentes.

Não atrase e nem adiante a mesada

A mesada é um instrumento de educação financeira. Não é presente, nem remuneração por ajudar nas tarefas ou por tirar boas notas.

Quando começar a pedir coisas, por volta dos três anos de idade, o seu filho pode ganhar um cofrinho, de preferência transparente. Já a mesada pode começar na época da alfabetização, entre seis ou sete anos. Como crianças não têm muita noção de tempo, comece com a semanada.

O valor não precisa ser alto. Além de permitir comprar algumas coisas no dia a dia, a verba será usada para ensiná-lo a poupar — para comprar uma roupa nova, fazer um passeio ou até para resolver imprevistos, como consertar um brinquedo.

Mostre como guardar o dinheiro

Evitar a tentação de gastar as economias com besteiras é fundamental. Por isso, peça que o seu filho desenhe ou cole uma imagem do que deseja fazer com o dinheiro em um envelope ou em uma caixa de papelão.

Esse método é bastante lúdico e ensina como poupar pensando no futuro. Além disso, ajuda a estabelecer metas de médio e longo prazo.

Ensine a fazer escolhas inteligentes

Fazer boas escolhas diminui as despesas e, consequentemente, permite juntar dinheiro. Ajude o seu filho a entender quais são os seus principais gastos e aponte alternativas mais baratas ou gratuitas.

Quem mora em condomínio, por exemplo, pode aproveitar a infraestrutura da área de lazer, em vez de sair. Conforme os anos passam, o autocontrole e a organização das próprias contas se tornam habilidades essenciais.

Deixe que participem das contas da casa

Levar o seu filho ao supermercado pode ser uma verdadeira aula. Além de entender o valor do dinheiro, ele vai aprender a importância de pesquisar preços antes de comprar. Mais do que isso, entenderá a noção de custo-benefício.

Ao mesmo tempo, verá que os seus pais também têm que abrir mão, vez ou outra, de itens que não cabem no orçamento. Assim, enquanto observam como os mais velhos lidam com a frustração, entendem por que é preciso poupar para alcançar os seus objetivos.

Qual é a importância de dar bons exemplos financeiros?

As crianças aprendem com os exemplos. Conte que, quando vocês souberam que estavam esperando um filho, também tiveram que repensar a forma como lidavam com o dinheiro e que isso faz parte de todas as fases da vida.

Mostre também os benefícios desse esforço, como ter comprado a casa onde moram ou estarem se capitalizando para adquiri-la em breve. Bons exemplos fazem toda a diferença.

Assim, pais com hábitos de consumo consciente e que sabem poupar conseguem transmitir esse conhecimento naturalmente, apenas deixando os seus filhos a par do funcionamento da casa e introduzindo os conceitos de finanças pessoais conforme crescem. Afinal, educação começa em casa — e com a educação financeira, não é diferente!

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