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Fundação de obra: conheça os tipos e a importância para a construção

Existe uma frase que diz que “na Engenharia, 99% feito é igual a 0, faça as coisas 100% para que se considere concluídas”, e ela não poderia estar mais correta, principalmente na etapa da fundação de obra.

Isso porque a fundação é a primeira e uma das mais importantes fases de uma construção, já que ela é responsável por absorver as cargas que a edificação emite e transferi-las ao solo. Em outras palavras, quer dizer que a fundação definirá todo o futuro da obra, evitando (ou favorecendo, se for mal feita) o aparecimento de rachaduras, deformações ou rupturas que comprometerão todo o projeto.

Neste artigo, explicaremos os principais tipos de fundação e por que essa etapa é importantíssima para a entrega de um empreendimento de qualidade. Vamos lá?

Quais são as principais etapas de uma obra?

Antes de falarmos sobre a fundação em si, é importante listarmos todo o processo pelo qual se passa a construção de uma casa ou apartamento na planta. São eles (em ordem de execução):

  1. projeto;
  2. fundação;
  3. estrutura e alvenaria;
  4. acabamento;
  5. vistoria;
  6. documentação;
  7. Assembleia Geral de Instalação do Condomínio (AGI).

O que é fundação, afinal?

A fundação é um passo de uma obra e consiste na infraestrutura da engenharia. Assim, trata-se da parte estrutural localizada sob o solo.

É por esse motivo que o sistema de fundação dependerá não apenas da categoria do imóvel (comercial, industrial, residencial etc.), mas, sobretudo, das características do solo sob o qual a edificação será projetada. É isso que garantirá a segurança do empreendimento.

Para que ela serve?

Basicamente, a fundação serve para sustentar a edificação no terreno. Os componentes da fundação de obra são incumbidos de receber as cargas da construção (como o peso do imóvel e as condições climáticas que o afetam) e distribuí-las ao solo de maneira segura.

Quais são os principais tipos de fundação?

Veja abaixo as duas fundações de obras civis mais comuns no Brasil.

Fundações rasas ou diretas

Ocorre quando não é necessário grandes volumes de escavação, sendo, geralmente, inferior a 3m. É obrigatório, nesse caso, que a base dos componentes da fundação seja escorada em camadas de solo superficiais que tenham uma resistência propícia. As categorias de imóveis mais comuns construídas em fundações rasas são aquelas cujas cargas são mais leves, como residências térreas. No caso em que há solo firme, edificações mais pesadas também poderão ser realizadas.

É o tipo de fundação com menor custo de execução, já que haverá menos necessidade de material e maquinário. Alguns exemplos são:

  • sapata isolada: quando o peso da construção é transmitido para as colunas que, por sua vez, o distribui para as sapatas;
  • radier: quando a edificação fica em cima de uma placa de concreto armada.

Fundações profundas

Como o próprio nome já diz, esse tipo de fundação é caracterizada por provocar grandes escavações de solo, necessitando de máquinas específicas e materiais adequados.

Ao contrário do primeiro, os elementos da base da fundação devem ser distribuídos em camadas profundas. Em solos moles (compostos por sedimentos argilosos, ou seja, argilas moles ou areias argilosas fofas de deposição recente – presente com intensidade no Brasil e outros países com costas litorâneas extensas), é obrigatório que a fundação seja profunda, independentemente da categoria do imóvel —mesmo que seja uma residência de proporções pequenas.

Alguns exemplos são:

  • estaca cravada: são elementos que podem ser de madeira, metal ou concreto, cravados ou perfurados profundamente no solo;
  • hélice contínua: é um tipo de estaca que consegue perfurar solos em lençol freático.

Como visto, a fundação de obra é, sem dúvidas, uma das etapas mais importantes durante o processo de construção de um imóvel. Portanto, deve ser conduzida com extrema seriedade e por profissionais com capacitação para tal.

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