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CONSTRUÇÃO

Conheça os principais tipos de pisos e entenda como escolher

25/08/2020

Conheça os principais tipos de pisos e entenda como escolher

Entrar em uma loja e se dirigir à seção de pisos e revestimentos, principalmente quando não há um projeto definido, deixa qualquer um confuso.

Como se não bastassem as dúvidas em relação ao estilo, ainda é preciso avaliar as especificações técnicas — ou seja, se tal material é indicado, ou não, para determinado ambiente.

Mas apesar de exaustivo, esse cuidado é importante para prevenir erros e arrependimentos. Afinal, acertar na escolha dos tipos de pisos evita uma série de problemas.

Para ajudar, reunimos as principais opções de materiais disponíveis no mercado. Conheça suas características e entenda quais são os mais adequados para o seu lar!

Qual é a importância de acertar na escolha do piso?

Antes de qualquer coisa, quando for comprar pisos lembre-se que não basta ser bonito ou estar com preço acessível para valer a pena. É preciso oferecer segurança, praticidade e funcionalidade.

Do contrário, pode-se ter diversos problemas. Por exemplo:

  • acidentes domésticos, por conta de escorregões;
  • manchas, riscos ou outras avarias;
  • reformas inesperadas e gastos extras.

O que levar em consideração na hora da compra?

Para facilitar a escolha, avalie o custo-benefício. De maneira geral, o piso ideal preenche os seguintes requisitos:

  • adéqua-se ao tipo de ambiente, sendo antiderrapante no banheiro, resistente a intempéries na varanda etc.;
  • condiz com o estilo arquitetônico — um apartamento na cidade pede revestimentos diferentes de uma casa no campo ou na praia;
  • privilegia o conforto termoacústico, de acordo com o clima da região;
  • adapta-se às necessidades de crianças pequenas e/ou animais de estimação;
  • valoriza os tipos de decoração (clássica, escandinava, industrial, entre outras) que serão usadas nos ambientes;
  • impressão de maior amplitude, principalmente em apartamentos pequenos;
  • cabe no orçamento, considerando não apenas o valor do metro quadrado, mas dos demais materiais (argamassa, impermeabilizante e rejunte) e da mão de obra;
  • oferece uma boa durabilidade e é fácil de limpar, fatores essenciais para que o piso se mantenha bonito e com aparência de novo por mais tempo.

Quais são os principais tipos de pisos?

Conheça abaixo os tipos de pisos mais usados hoje em dia. Veja quais são suas principais indicações e entenda como escolhê-los.

Porcelanatos

Quando se pensa no custo-benefício, há quem julgue o porcelanato imbatível. Comparado aos demais tipos de pisos, ele não apenas é mais resistente e impermeável, graças à sua composição à base de minerais rochosos, mas é extremamente versátil, tanto no aspecto quanto na funcionalidade.

Há opções quadradas ou retangulares, em tamanho padrão ou grandes formatos, com acabamentos bold (bordas arredondadas) ou retificados (bordas retas). Também há peças sextavadas e em formatos pequenos — ideais para decorar áreas menores.

Para quem gosta de elementos naturais, o porcelanato reproduz, com perfeição, pedras e madeiras, sejam com brilho ou foscas, com relevos ou lisas. Ao mesmo tempo, oferece réplicas de técnicas tradicionais como cimento queimado, granilite, entre outras.

Cerâmicas

A cerâmica custa menos que o porcelanato. Feita predominantemente de argila, sua resistência, impermeabilidade e durabilidade costumam ser menores. Além disso, a maioria das cerâmicas não reproduz, com a mesma perfeição, pedras, madeiras ou outros elementos.

Por outro lado, o material pode ser uma ótima opção para quem deseja economizar na obra. Há quem considere as cerâmicas como a melhor escolha em áreas menos visíveis do lar, como na lavanderia, por exemplo.

Laminados

O laminado se destaca pela rapidez na instalação. As chapas amadeiradas (em HDF) podem, inclusive, ser colocadas sobre outros pisos, sendo uma boa opção para quem não quer passar por uma reforma em casa.

Além disso, é facilmente limpo: basta passar o aspirador de pó e um pano úmido. Ao mesmo tempo oferece bom conforto térmico para regiões mais frias.

Em contrapartida, não deve ser lavado com água corrente e pode desbotar sob a incidência direta de luz solar. Por isso, não deve ser usado em varandas.

Outro fator negativo é o baixo isolamento acústico. O material, por si só, não absorve o som das passadas — o que pode ser um inconveniente em apartamentos. Porém, isso é resolvido com a instalação de uma manta acústica sobre o contrapiso.

Vinílicos

Feito de PVC, o piso vinílico precisa ser instalado sobre uma superfície perfeitamente lisa e nivelada. Em relação à estética, manutenção e limpeza, assemelha-se ao laminado. Mais barato, ele ainda oferece bom conforto térmico e acústico.

Além disso, vale destacar que os pisos vinílicos são bons para apartamentos com pets. Na prática, eles são menos escorregadios que os porcelanatos e cerâmicas e mais resistentes às garras que os laminados.

Assoalhos ou tacos de madeira

Feitos com madeira de lei, trata-se de um dos materiais mais caros do mercado. Além da estética luxuosa, proporcionam muito conforto para os ambientes. No entanto, a manutenção de pisos de madeira também é mais trabalhosa e custosa.

Ladrilhos hidráulicos

Muito usado em varandas com churrasqueira, o ladrilho hidráulico oferece peças em tamanho menor e com diversas estampas. Como o processo de fabricação resulta em um custo mais elevado, existem opções de porcelanatos e cerâmicas que imitam a aparência dos ladrilhos.

Cimento queimado

O piso de cimento queimado é feito no próprio local. Trata-se de uma técnica antiga, que caiu no gosto dos apreciadores de um estilo mais rústico, propositadamente inacabado.

À base de cimento, areia, água e pó de cimento, ele custa pouco comparado aos pisos prontos. Porém, a superfície não é indicada para áreas úmidas.

Qual é a importância de observar as especificações técnicas?

Uma vez definidos os tipos de pisos, as especificações técnicas ajudam a escolher os mais indicados para cada ambiente. O índice PEI, usado em porcelanatos e cerâmicas, remete ao desgaste por abrasão. Dessa forma:

  • pisos com PEI 1 são indicados para áreas de menor tráfego, como banheiros;
  • pisos com PEI 2 são usados em ambientes sem portas externas, como dormitórios e home office;
  • pisos com PEI 3 são bons para ambientes com maior tráfego, como cozinhas e salas de jantar;
  • pisos com PEI 4 e 5 não são necessários em ambientes residenciais.

Em relação à capacidade antiderrapante, é preciso avaliar o coeficiente de atrito. De maneira geral, materiais com esse índice mais alto são recomendados para áreas molhadas. Assim:

  • pisos com coeficiente de atrito menor ou igual a 0,4 são indicados para ambientes secos;
  • entre 0,4 e 0,7, os pisos são ideais para áreas úmidas, como cozinhas e lavanderias;
  • com coeficiente maior ou igual a 0,7, os pisos são recomendados para banheiros.

Por fim, pesquise a opinião de quem já instalou os tipos de pisos que você deseja colocar no seu apartamento. Isso ajuda a ter certeza de que está tomando a melhor decisão. Mas não se limite às resenhas publicadas na internet. É melhor conversar com algum amigo que tenha reformado o lar há pouco tempo ou com um bom arquiteto. Afinal, em caso de dúvidas, nada melhor do que consultar um especialista!

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